Metaforizando com palavras fora de linha, defronte mesmo de papel em tela plana LCD, escrevendo digitalizado tudo branco no preto, pude até dispensar licença poética, e escrevendo horizontalmente, transgrido: a injustiça; moral e cia, de uma companhia de atrapalhados – não sabe onde encontrar um infeliz mentalizando alguma coisa boa ou soando bem nos caminhos estreitos, que logo mandam trabalhar – que se acostumaram a mandar já sabemos, e como diria minha mãe – MANDA QUEM QUER, ESCUTA QUEM TEM OUVIDOS E SÓ OBEDECE OS IDIOTAS – e falharam linearmente até desaparecerem da história, e só não totalmente, porque eu sempre tenho a bondade de lembrar como eles são miseráveis. Mas como há muitos bobos no mundo, e muitos deles, senão todos, morrem mais felizes que qualquer esperto, e fica até difícil viver em todas as posições com essas reflexões, apesar de alguns – seres humanos – acharem uma boa estarem sempre afrente nas linhas hierárquicas, e logo, “competindo” e “competência” se transam em “unissignificado”, não dando um bom resultado, e ainda desvirtualizando as posições importantes, como se todas elas não fossem. Ética então: passageiro perdido. E as politissacanagens, tornam-se rotina. Um juiz comprado aqui, viral, em todo o país é assim. Pior só entre os “d'amputados” e “sentadores”, que ganham muito melhor que BEM, E ROUBAM MUITO MAIS DO QUE TRABALHAM E GANHAM JUNTOS. Enquanto isso, aqui na comunidade dos QUEBRADOS, continuamos subindo o morro, e as pedras – e não são as de crack – vendidas a trocados, tão pouco, que não sabem se dividem entre o pão e a cocada, ou só o chá para aliviar a ressaca na casa de taipa. Minha ressaca é de tanta frieza. E relembrando que a nossa condição é a mesma, somos um só corpo, um só organismo. Pretos, Brancos, Amarelos, Vermelhos e todas as Misturas, Religiões, Orientações Afetivo-Sexual, somos um só, e nas mesmas condições. E sofreremos juntos, até aprendermos juntos a respeitarmos as diferenças, sem levar em conta a hierarquia ou a posição privilegiado, deixando o complexo de superioridade e “todos os tratados minuciosos e cruéis” de lado. Enquanto isso, a banda toca, e eu: “tô me guardando pra quando o carnaval chegar”..
sábado, 3 de outubro de 2015
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
aos incrédulos..!
Deus criou o universo... e dentro do universo... a terra e todas as plantinhas (maconha também, foi Deus quem criou, Gen. 1:29)... aih... o homem... invenção divina... ou divina invenção... fumou a maconha com THC e TUDO MAIS... daí... o homem FICOU FELIZ... o demônio vendo a felicidade humana... proibiu a maconha... e inventou o traficante... aí... os homens começaram se matar... o demônio gostou muito do resultado da proibição e inventou a IGREJA UNIVERSAL para apoiar seus planos de intervenção na terra PROIBINDO TUDO AQUILO QUE FIZESSE O HOMEM FELIZ...
domingo, 16 de agosto de 2015
Poderia escrever os versos mais tristes essa noite... mas, não sou nenhum Neruda. Poderia falar do azul refletido nuns olhos, prefiro olhar o azul dos olhos que escrever sobre eles. Poderia falar da sede embriagada na noite escura e úmida. Poderia ouvir as estrelas que gritam desesperadas o caminho. Porém, sentir a noite me basta, os olhos secam-me a sede, a boca enche-me a alma. O chão transformou-se em céu.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
A porta
A porta nunca teve culpa de tantas e tantas vezes ter seus vidros estilhaçados pela força do vento, o impacto, e todas essas explicações físicas que creio não ter domínio. Ela só quebrara todas aquelas vezes pelo desfecho natural de todo aquele sistema, que rugia para que a mesma se estilhaçasse.
Outro dia, uma sábia professora doutora, dessas que se mete a governar, dissera que aquela porta quebrara porque havia sido um homem que a pusera. Mas não sabia a metida, mal entendida de porta e de governar, que não havia nenhum problema com a porta.
A porta cumpria sua função de estilhaçar com o vento. Ela estava lá, quebrando, e a cada novo vidro que colocavam, ela quebrava. Mas a mesma existia e quebrava com uma rapidez tão voraz, cumprindo seu trabalho, e devia ser respeitada! Ora, deveriam eram todos se calarem diante da fugidia pródiga, sem questioná-la ou denegri-la, e estou aqui para reafirmar e legitimar essa coitada, sem POR, nem QUER.
Afinal, essa honorável, é mais que muitos, afinal, ela cumpre a função que a compete, e muito bem. Gerando renda para o dono da vidraçaria, e sem falar em toda aquela mão de obra. E sem falar nas muitas semanas de trabalho e dinheirinho honesto para tanta gente boa e seus contratos e licitações. Tudo isso porque, da mesma forma, naquele mesmo local, que diga-se de passagem nunca precisou de porta, AQUELA PORTA cumpre sua função de se estilhaçar a cada semana, e enquanto a louca da professora metida a governar, acha que os homens é que não fazem as coisas direito. BOBINHA.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Carta ao magn.
É
tão explícito o quanto as autoridades usam de maquiagens para
disfarçar as rugas, que as rugas se tornam autoridades e a recíproca
também é real.
[Silvano o poeta]
Lá
no site da UFPI (Universidade Federal do Piauí), diz assim:
A UFPI, como descreve em seu sitio
(http://www.ufpi.br/praec/index/pagina/id/3877
– acessado 15 de julho de 2015), propõe, através de suas
pró-reitorias, nesse caso em específico, a PRAEC (Pró-Reitoria de
Assuntos Estudantis e Comunitários), garantia a moradia (ao
estudante da UFPI), que se enquadre em seus quatro
(es)quesitos de vulnerabilidade.
O que no entanto ocorre, é que como estamos em período de
férias, a universidade, através de seus núcleos de
(des)assistência estudantil, demonstra todo o seu teor de autoridade
(claro, com cartas brancas das autoridades superiores) e
desumanidade, convocando a retirada dos estudantes que não
estejam cumprindo atividades acadêmicas no período de férias,
inclusive passando ordens com esse aviso aos seguranças
terceirizados, para que os mesmos possam impedir a entrada dos
residentes não autorizados.
Bem,
agora nossa análise inconclusiva (para que seja aberta a posteriores
debates).
A REU que busca garantir moradia ao estudantes da UFPI em
vulnerabilidade social, proveniente do interior do Piauí,
e como constatamos, amplamente de outros Estados no caso da
residência universitária de Picos, é a mesma que está convocando
os estudantes a regressarem a seus Estados de origem, ainda que os
mesmo estejam em vulnerabilidade social, a mesma espere que os
estudantes garantam a suas passagens, alimentação e outros custos
para essa viagem de recesso escolar (14 de julho à 07 de agosto),
como definido no documento emitido pelo NAE (Núcleo de Assistência
Estudantil).
O mais estranho nessa situação, é que para essas medidas de
exclusão, os servidores técnicos do NAE estão bem
presentes, mas no que desrespeita a medidas que venham a
beneficiar e incluir os residentes e demais estudantes da UFPI, aí
então, ficamos a mercê, e assistindo os avisos de GREVE DOS
SERVIDORES e a (des)assistência dos projetos de inclusão da
UFPI.
O que é necessário esclarecer aqui para a PRAEC e todas as
AUTORIDADES da UFPI, é que, os residentes que passaram em
processo para ingressarem na residência universitária de Picos,
processo inclusive bem rigoroso e já cheio de burocracias, não
precisam passar por outro processo para permanência em férias,
isso já é garantido, afinal a REU garante a permanência. E nós
residentes, não somos obrigados a estarmos na universidadau
só a trabalho, as férias, ou o recesso (nesse são três
semanas), é intervalo entre um período e outro para reorganizar
as leituras, as propostas de projetos científicos e de extensão, as
possibilidades de organização dos estudantes em núcleos de
atividades extra curriculares, para o lazer, a recreação, o ócio.
O que parece mesmo, é que a universidade quer fugir de sua OBRIGAÇÃO
de garantir a permanência, alimentação integral, inclusão
digital, entre outros direitos, que até hoje, ainda não
conquistamos por inteiro, mas nós queremos por inteiro, e não
pela metade.
Ps:
Critérios para Concessão [bolsa para a residência
universitária]: Dificuldade
socioeconômica; Cursar em cada período letivo no mínimo 4
disciplinas; Ser proveniente do interior do Estado ou de outros
Estados da federação; Não ser
portador de curso superior; (O
QUE FAZ AS AUTORIDADES DA UFPI, PENSAR QUE O BOLSISTA DA RESIDENCIA TEM R$ 500,00 (QUINHENTOS REAIS) PARA PASSAR O RECESSO ESCOLAR DE VINTE DIAS EM CASA COM A FAMÍLIA?
E COM TODOS ESSES CRITÉRIOS PARA A CONCESSÃO DA BOLSA REU, EU AINDA NÃO
POSSO TER O DIREITO DE PERMANECER NA UFPI EM UM RECESSO DE TRÊS SEMANAS?)
quinta-feira, 25 de junho de 2015
tudo nosso
Encontrando a Família Cogumelo no centro de Picos, reconhecendo-nos, que maluco é ligeiro, e nunsegundos acendemos unzinho, fomos a feira e compramos algo para fazer algo para o almoço para lá de uma da tarde. E as duas já estávamos na casa da veinha. Tudo nosso.
Na sexta já interviram e misturaram cores e ideias, sons e sabores. Conversamos e nos reconhecemos na margem, com os pés descalços cantamos e fizemos ainda mais arte. O fim de semana mágico e de paralelismo... Longe do circo que passou... E no fim do fim, o PCC nega apresentações, é tão do mundo quanto nós.
E todo dia é dia. Sinto desapontar os que não sabem viver entroras, e observam, concluem e opinam. Prefiro os que fazem, e o mundo não só os prefere como os alimenta, habita, e transforma, e depende deles para se transformar tão profundamente, e reage. A noite percebe-se, as constelações não nos nega o mapa do céu. A caminho da estrada de leite caminhamos de pés descalços, malucos de estrada, a coragem não nos nega asilo, e teu canto preferido embala os passos e a recíproca.
A noite e madrugada a malucada transita, e soumalucomesmo.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Lua Cheia
Descansa rapaz,
o mundo não cessa para te ver correr.
Bate as cordas do violão.
Anda a brincar com os gatos na rua.
Se enche de lua.
terça-feira, 12 de maio de 2015
(a) casa (o) cesto (a) agenda ou o caso do cesto na casa da agenda
tem dias que agente não sente - nada contra os insensíveis - é que ainda não me acostumei a pisar em cacos. Lá vem a vida pequenina e brisa, vai longe quando se vê. Nas horas amenas balançando em redes vazias nem veem o passar das horas. Caminhando alegre nem caminha, nem alegre, nem caminha alegre. Caminha?
E passar das horas
vez e passarinho
pássaro
passar das horas
caminha a passos acelerada-remitente quase parando
ora
vai
ora
voa
ora
vem
sábado, 10 de janeiro de 2015
Sexta-feira de Outono
Rosa parou diante da porta e mexendo na bolsa tirou a chave e abriu a porta. Ao entrar foi como se algo a empurrasse para aquele móvel da sala onde estava o porta-retratos, olhou-o e relutou em se aproximar pensando que já deveria ter se livrado daquela foto. Sem conseguir resistir chegou perto e começou a chorar. Era como se o choro estivesse alí presente o tempo todo e somente necessitasse de uma pequena, qualquer mínima razão para se manifestar em lágrimas. Passando o choro tirou os sapatos e deixou-os num canto da sala, indo a cozinha deu uma boa olhada no que havia disponível na geladeira para a janta, chegou a conclusão que macarrão era o mais rápido e fácil para uma pessoa só e de repente lembrou do purê de batatas com bife quase sagrado nas sextas-feiras a dois.
Decidido a janta foi direto para o quarto tirando as roupas no caminho e jogou-as no sexto para roupas sujas n'algum canto do quarto. Deitou na cama e quase sucumbindo ao cansaço e deixando-se dormir sem banho e sem janta levantou num pulo e escolheu uma música dançante, o ritmo da canção deu novo ânimo e o corpo obedecendo a impulsos desconhecidos começou a balançar, quando viu estava totalmente envolvida pela dança. Rosa sorriu. Como as músicas fazem bem a alma. Tomou banho e agasalhou-se, fazia frio aquela noite de outono. Botou a água no fogo e um barulho intenso que entrava pela janela da sala deixou-a preocupada, pensando em como eram comuns os acidentes naquela avenida movimentada porém logo o barulho cessou e Rosa sentiu-se confortada por estar em casa.
Feito o macarrão, encontrou uma garrafa de vinho pela metade escondida no fundo da geladeira e animou-se com tamanho requinte para uma sexta-feira a noite tão solitária. A música ainda rolava ao longe, no quarto. Dispensou a mesa e foi para o sofá como de costume. Ao terminar lavou as pouquíssimas louças e foi pro quarto, agora tocava um música lenta, pegou um livro na estante e tentando concentrar na leitura só conseguia ficar a toa viajando em pensamentos que insistiam em tomar toda a sua atenção e que pareciam não ter ordem, pois, pensava no dia de trabalho, no compromisso de amanhã e principalmente na proximidade da data em que tudo ocorrera.
Chorou novamente com a canção que se iniciava, não dava para não lembrar. Levantou-se e desligou o som. Retomou a leitura. Quando o sono enfim se tornou mais excitante que a leitura, levantou-se e foi ao banheiro escovar os dente. Deitou-se e aconchegando-se na cama sentiu falta de algo como sempre. A lembrança lhe tirou o sono e ficou acordada no escuro com os fantasmas a rondar seus pensamentos. Depois de muito rolar na cama a brisa morna que entrava pelas frestas da janela do quarto embalou seus sonhos.
No dia seguinte de pé logo cedo arrumou-se, tomou só um café e antes de sair sentiu um arrepio, lembrou-se como sempre se sentia ao ir ao cemitério, não conseguia evitar, mas respirou fundo e saiu.
Decidido a janta foi direto para o quarto tirando as roupas no caminho e jogou-as no sexto para roupas sujas n'algum canto do quarto. Deitou na cama e quase sucumbindo ao cansaço e deixando-se dormir sem banho e sem janta levantou num pulo e escolheu uma música dançante, o ritmo da canção deu novo ânimo e o corpo obedecendo a impulsos desconhecidos começou a balançar, quando viu estava totalmente envolvida pela dança. Rosa sorriu. Como as músicas fazem bem a alma. Tomou banho e agasalhou-se, fazia frio aquela noite de outono. Botou a água no fogo e um barulho intenso que entrava pela janela da sala deixou-a preocupada, pensando em como eram comuns os acidentes naquela avenida movimentada porém logo o barulho cessou e Rosa sentiu-se confortada por estar em casa.
Feito o macarrão, encontrou uma garrafa de vinho pela metade escondida no fundo da geladeira e animou-se com tamanho requinte para uma sexta-feira a noite tão solitária. A música ainda rolava ao longe, no quarto. Dispensou a mesa e foi para o sofá como de costume. Ao terminar lavou as pouquíssimas louças e foi pro quarto, agora tocava um música lenta, pegou um livro na estante e tentando concentrar na leitura só conseguia ficar a toa viajando em pensamentos que insistiam em tomar toda a sua atenção e que pareciam não ter ordem, pois, pensava no dia de trabalho, no compromisso de amanhã e principalmente na proximidade da data em que tudo ocorrera.
Chorou novamente com a canção que se iniciava, não dava para não lembrar. Levantou-se e desligou o som. Retomou a leitura. Quando o sono enfim se tornou mais excitante que a leitura, levantou-se e foi ao banheiro escovar os dente. Deitou-se e aconchegando-se na cama sentiu falta de algo como sempre. A lembrança lhe tirou o sono e ficou acordada no escuro com os fantasmas a rondar seus pensamentos. Depois de muito rolar na cama a brisa morna que entrava pelas frestas da janela do quarto embalou seus sonhos.
No dia seguinte de pé logo cedo arrumou-se, tomou só um café e antes de sair sentiu um arrepio, lembrou-se como sempre se sentia ao ir ao cemitério, não conseguia evitar, mas respirou fundo e saiu.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
autonomia, ou somos como cães domesticados e sociáveis no método assistencialista
Ainda
hoje, a cerca de nove meses depois dos primeiros moradores da
residencia universitária terem entrado na casa, ainda observamos
problemas urgentes serem paleados enquanto o que mais importa na
gestão da casa é empurrar os moradores para os quartos enquanto
outros são fechados com colchões para turistas.
A
residência universitária de Picos, sediada no campus da UFPI, têm
16 quartos, duas cozinhas, dois laboratórios, duas salas de
televisão, além de duas salas de convivencia, dois quintais, tudo
dual. Ainda que não tenha móveis e espaços suficientes para 45
pessoas (lotação atual), a mesma foi projetada para 96 pessoas.
Numa última assembleia geral da residencia, observando esse
agravante e admitindo a não capacidade de 96 pessoas, a assembleia
que envolveram moradores, técnicos e gestão do campus,
estipularam-se um novo limite de moradores, chegando a conclusão de
que 64 pessoas seria o novo limite.
Não
é um limite adequado, já percebe-se que a demanda da casa com o
número atual, que são pouco mais de 42, já é caótica (problemas
de infraestrutura em todos os lados da casa, começa nos quartos,
especificamente nos banheiros, depois passa para os armários de
roupas, falta espaços de estudo na casa, cozinhas desproporcionais
para o número de moradores, refrigeradores desproporcionais, etc...
etc... etc... e isso dão uns trinta e cinco anos de artigos
alternativos), e temos espaços e móveis proporcionalmente
inferiores a demanda total em 3 vezes menos. Sem falar em
equipamentos de informática que ainda não chegaram, enquanto
estamos no nono mês de residencia e quase três anos de inauguração;
infraestrutura dos banheiros totalmente avariada em função da
construtora responsável pela obra da residência ter deixado mais
problemas que solução para os terceirizados da manutenção; entre
outras demandas as que mais nos assustam ainda hoje, é a boa vontade
do Núcleo de Assistência Estudantil em remanejar alguns
moradores para quartos já ocupados, com a intenção de esvaziar
outros quartos para depósito de colchões ociosos que também foram
retirados dos quartos ocupados (claro isto alegando a conservação
dos quartos e colchões, e a distribuição de produtos de limpeza –
o mesmo que citamos ser insuficiente o abastecimento –, mas e a
conservação e o bem estar das pessoas que aqui moram não é
prioridade, e claro, isto alegado pelo núcleo de assistência
estudantil/social – não patrimonial –,
mas o que é a vida senão paradoxo),
isto enquanto temos problemas de abastecimento da alimentação e dos
produtos de limpeza, ou seja, problemas básicos, mas tudo é uma
questão de prioridade, claro!
Para
quem é morador da residencia e quem pretende ou já se inscreveu no
processo. Lembre-se, essa residencia de moradores é para quem
realmente não tem condições de pagar aluguel, sem renda e sem
ajuda financeira, portanto, se você veio só para ocupar quarto,
vaze!
E
para quem precisa morar na residencia universitária, se é
necessidade, pois é para lutar para que seja o melhor lugar para
viver, ambiente de estudo, de repouso, de laser, de socialização e
de qualidades dignas e básicas de sobrevivência. E não vamos
aceitar lotação dos quartos enquanto todos os espaços da casa não
estiverem abertos e funcionando em suas condições mínimas. E
outra, para a gestão do campus, que quer mandar e desmandar na casa,
estamos em processo de auto gestão, então vaze! À comissão
eleitoral, necessário ficar esperto com os urubus. E aos candidatos,
preparem-se para a resistência, não vamos mesmo aceitar
passivamente os mandos e desmandos de qual quer hierarquia externa a
casa, sejam quem sejam os reis. Ou temos autonomia, ou somos como
cães domesticados e sociáveis no método assistencialista.
domingo, 26 de outubro de 2014
asfya qui cia
asfya..
correndobecoseco baladabeladiz ser... morrodentro
corredapala. da praça. da caça. do jardineiro.
meupovoehsabor eh negro. colopolar curandeirorar na roda sambadabola
quembrolhoussou meussamba
[hejaneiro]
nenvihpassar o carnabaristas pirofagiando pelazesquinazesquisitas
fugiu. pegou. eh gol? nem vih o circu passar
nem eh samba nem carnaval
nem tem copanem. janeirou. caiu. barrou.
abolaboladasambadabolou...
e
amargaridapareceu tefalando baixinho
amargaridapareceu tefalando baixinho
quem diz que sou brasileiro?
nem tenho ginga nem berimbau. meu samba criolo samba
na roda valente bamba
nem eh carnaval nem feriado nacional
eh a passada de bolaquenãodeixa a baiana bolada passar.
e o circutahpassando nahtelevisão
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Gêmeos (hoje eh dia nove)
A noite nem demora/ Tudo pássaros / Tudo gatos/ Assados pelo sol picoense/ Demonstrações de afeto e amor/ São como cachoeiras que suspensas pelo vento/ Faz tuas águas voltar/ Vencendo leis em prol de outras
Nunca sentamos para um mesmo jantar/ E ainda que compartilhanglóbulos/ Somos sinos/ Tinindo/ Reagindo e agindo/ Não na mesma ordem
Somos touros/ peixes/ leões/ caranguejos/ somos quem somos/ sagitários/ aquários/ balanças e virgens/ e a liberdade grita/ cabras/ unicórnios/ escorpiões não me balanças
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
O número um
Você fuma unzinho[1]?
Não. Pois deveria experimentar. A marimecânica
das coisas está presente na mecanicidade das ações humanas, que passa a
pormenorizar as ações individuais, em prol do inconsciente coletivo. Isto
quando deveríamos das ações individuais, compreender seus resultados em prol do
coletivo, para que dessas experiências, possamos entender a solidariedade orgânica, e apesar de um
conceito durkheimniano[2],
até mesmo pela sua pesquisa envolvendo os suicídios
em setores da sociedade que estavam mais predispostos as individualidades e
ao isolamento nas particularidades e ações que talvez pareçam irrelevantes, mas
pelo contrário são fundamentais para a construção de uma solidariedade mais
orgânica e menos mecânica. É possível que a solidariedade orgânica seja
compreendida na medida em que os indivíduos percebem seus pares, e partam das
ações individuais e de curto alcance, para ações coletivas intencionais.
E ainda que a alteridade se
apresente e demonstre o quanto agimos em prol do coletivo, mesmo não
intencionalmente, e até mesmo inconscientemente muitas das vezes, a proporção
da consciência dessas ações, isto é, a sua intenção, promove algo muito maior,
o que chamaremos de ação consciente,
ou viversi[3],
e aqui provocando a postura da linguagem como veículo de censura, quando
deveríamos apropriar os mesmos para a comunicação inteligente e criativa.
Interagindo com os sotaques e ruídos que a linguagem promove em sua oralidade.
A negação da oralidade como veículo de comunicação culta, subestima a posição
da mesma frente aos incursos promovidos na sociedade, portanto,
assimetricamente, explorar e desmistificar os meandros da linguagem a sem a
intenção de segrega-la, é a possibilidade de enfrentarmos no campo culto as
marginalizações da literatura alternativa e metalinguística.
Somos indivíduos, células, autônomos, e apesar de negarem repetidamente nossa individualidade, só o que fazemos é ignorar. Isto é, quem ignora, são os indivíduos que promovem osmetalinguagemundismo. A nossa postura nos representa. Somos unzinho, quando não nos submetemos as desigualdades e repetidas impunidades quais convivemos e suspeitamos por nossas próprias capacidades perceptivas. Quando fumamos um antes e depois da aula, para melhorar as conexões, a criatividade, e possibilitar uma melhor socialização sem preconceitos, somos unzinhos por aí, desmistificandumundo enquivivemos.
[1] E um back, você já fumou? Entender essas
perguntas te desrespeita no sentido de você compreender um dialeto alternativo,
uma cúpula de linguagens, promovida pelas alternatividades do cotidiano;
expressão que designa a maconha ou cannabis sativa em forma de cigarro ou baseado.
[2] Uma referência aos estudos de Émile Durkheim,
sociólogo francês que estudou a sociedade a partir das compreensões
positivistas de Augusto Comte, e mesmo de conceitos
[3] A capacidade de viver
para o coletivo nas mínimas ações, e intencionalidades, permite ao sujeito
promover em si mesmo, reflexões e
mudanças de posicionamentos frente a preconceitos e pormenores
individualizantes. Portanto, VIVER-SI
ou VIVERSI.







