sábado, 24 de novembro de 2012

Em Picos, não temos olhos, não temos nada.



Em Picos, não temos olhos, não temos nada.
Em Picos, não temos teatro, não temos cinema, não temos arena, não temos idade para protestar. Não temos projetos, não temos sequer ventilador. Não temos vontade, não sentimos calor, por opção, não sabemos mais quanto tempo temos.

Quem?



O primeiro movimento articulado que foi identificado entre os estudantes da UFPI, foi um coletivo, posicionando estrategicamente entre os estudantes, influenciados e influenciantes, mobilizaram-se entre os primeiros que abordaram a questão do aborto, racismo, drogas, ideologia, políticas públicas, sentimentalismo, artes, metafísica, política.
O princípio da ética entre os bêbados é uma forte impressão que temos quando os conhecemos integrantes desse coletivo, não imortal, talvez, nem humanos.
Pipa se considera um falastrão, que com seus trinta e três anos, consegue convencer e até mesmo sair do cinema sem pagar o bilheteiro. Vai bilheteiro, prender esse falastrão com seus trinta quilos de algemas e uma meia colorida, nem ao menos precisa de um aumento.

Debate entre representantes da UFPI de Picos em gabinete na Câmara Municipal de Vereadores de Picos


Vereador em plenária na Câmara de Vereadores de Picos retira projeto que limitaria a meia-entrada estudantil e faz denúncia


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Hemp


Cinema e História

Em Di Cavalcanti (1977), Glauber Rocha numa homenagem a um “ícone representante da pintura vanguarda no Brasil”, como define Emiliano Augusto Cavalcanti, propõe uma estética de documentário curta-metragem de perspectivas críticas dissonantes, que incitam sentimentos diversos durante a exibição, proporcionado, sobretudo, pelo legado deixado como obra, numa mistura com a poesia e a música brasileira, acrescentando as ideias cinemanovistas de glauberianas.
Numa apropriação de Konder (1999), onde o mesmo indaga sobre a possibilidade de “unir entretenimento à compreensão do sentido crítico dos bons filmes” (p. 79), isso numa tentativa de justificar a reprodução, inerente a obra de arte cinematográfica na perspectiva de Walter Benjamim, em sua obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica (1969)
. Logo, não seria de todo mal a perda da aura, e o cinema poderia ser uma arte que abriria “caminho para experiências protegidas e atualizadas pela consciência crítica”.
Glauber Rocha na produção do seu primeiro longa-metragem, Barravento (1962)
Há nas produções cinematográficas, algo muito mais forte que sua própria relação de troca com o período qual foi concebida, que é sua influência nos hábitos e costumes de quem a assiste. Podemos até nos confundir em alguns momentos em distinguir se a sociedade contemporânea foi criada pelo cinema ou se o cinema quem criou a sociedade contemporânea, se a História gera cinema ou o cinema gera história? Podemos perceber que o alcance da produção cinematográfica no último século pôde chegar eficientemente nos lugares mais inimagináveis para mostrar para seu público que existe um mundo contemporâneo, pronto para ser explorado e reproduzido. Acontece, no entanto, que o cinema é uma técnica de reprodução, e assim como as demais, reproduz um original. Seria então exaurido do cinema o seu valor de arte, ou ainda que seja mera ficção, o mesmo alimentou um sentimento que lhe conferiu uma licença poética?

Jorge Benjor e Toquinho


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Para fechar com chave de ouro



Esse é o slogan do evento do último ano que veio no certificado desse ano



O certificado está com a data e nome do evento do ano passado. Imagine o nipe do evento.



Dê uma olhada... Não corresponde ao evento que fomos há duas semanas, na Universidade Federal do Piauí, Teresina, Piauí.
Queria enviar uma cópia de nossa correspondência para a Rousseff.
Junto com a carta "não nos mate antes dos 21, Rousseff", identificando os principais fatores da escalada para "Teresina 50ºC", num coletivo entre 50 e 80 Km/h, por cinco horas.

Chegando lá, fomos para o Centro Esportivo da UFPI, qual, segundo o motorista da UFPI, estaria disponível a nossa espera. O motorista, pois não havia um monitor conosco para essas orientações administrativas.
Centro de Treinamento, onde nos alejaram
Após, uma generalizada desorientação dos anfitriões, à nossa espera no alojamento para nos comunicar sobre quarto, alimentação e instalações para banho, fomos as pressas para a UFPI, pois o motorista tinha que voltar para a UFPI de Picos com ônibus que deveria ter ficado para nos levar do alojamento (Centro Esportivo) para a UFPI (Biblioteca Central, Refeitório Universitário, Rosas dos Ventos: Espaço de apresentação de trabalhos), que fica a uns 3 km.
Ônibus coletivo, oferecido pela UFPI, para a viagem de 310 km em Rodovia Federal
A qualidade do Refeitório Universitário da UFPI perde para qual quer cadeia estadual das mais sofridas nos interiores e capitais do Brasil. A Gráfica Aliança, contratada pela UFPI, que segundo um de seus funcionários, anonimamente, “foi beneficiada pela gráfica, pois os arquivos em POWER POINT, dos painéis, deveriam ter sido recolhidos e enviados pela Universidade, “mas a gráfica tentou ajudar a UFPI”, que fica em Timon – MA, e tendo os estudantes da UFPI que ir até a gráfica, localizá-la e voltar são e salvo para apresentar o trabalho para os senhores avaliadores.
Local de apresentação dos trabalhos
Para encerrar com chave de ouro, quando chego no alojamento após o almoço, sou orientado pelo segurança, que não poderia ficar no mesmo quarto que as mulheres, afinal, não era um procedimento correto. No entanto, foi o diretor do Centro Esportivo que nos providenciou uma sala para esticarmos nossos lençóis no chão, ou colchonetes infláveis, quem os tiver, e ficarmos juntos, homens, mulheres, “doze cabeças no total”, sem nenhum constrangimento. E voltar para Picos de coletivo, às 15:00 hrs, saindo de Teresina, 40ºC fora do ônibus, 50ºC dentro, foi a parte mais importante do passei, é quando o nível de descaso chega às últimas [nos enganamos], as cadeiras quentes e duras, me fazem sentir cólicas abdominais até hoje, duas semanas depois do passeio.

A caminho do alojamento após o almoço
Parabéns Universidade Federal do Piauí, pelo bom trabalho, e parabéns pelas derrotas no campus de Picos, com seus grupos comprados, tentando a direção do campus e o Diretório Central dos Estudantes, sinto nada, quase  nada, e vocês perderam e vão perder muito mais!