sexta-feira, 23 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Cinema e História
Em Di Cavalcanti (1977), Glauber Rocha numa homenagem a um “ícone representante da pintura vanguarda no Brasil”, como define Emiliano Augusto Cavalcanti, propõe uma estética de documentário curta-metragem de perspectivas críticas dissonantes, que incitam sentimentos diversos durante a exibição, proporcionado, sobretudo, pelo legado deixado como obra, numa mistura com a poesia e a música brasileira, acrescentando as ideias cinemanovistas de glauberianas.
Numa apropriação de Konder (1999), onde o mesmo indaga sobre a possibilidade de “unir entretenimento à compreensão do sentido crítico dos bons filmes” (p. 79), isso numa tentativa de justificar a reprodução, inerente a obra de arte cinematográfica na perspectiva de Walter Benjamim, em sua obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica (1969). Logo, não seria de todo mal a perda da aura, e o cinema poderia ser uma arte que abriria “caminho para experiências protegidas e atualizadas pela consciência crítica”.
Numa apropriação de Konder (1999), onde o mesmo indaga sobre a possibilidade de “unir entretenimento à compreensão do sentido crítico dos bons filmes” (p. 79), isso numa tentativa de justificar a reprodução, inerente a obra de arte cinematográfica na perspectiva de Walter Benjamim, em sua obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica (1969). Logo, não seria de todo mal a perda da aura, e o cinema poderia ser uma arte que abriria “caminho para experiências protegidas e atualizadas pela consciência crítica”.
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| Glauber Rocha na produção do seu primeiro longa-metragem, Barravento (1962) |
Há nas produções cinematográficas, algo muito mais forte que sua própria relação de troca com o período qual foi concebida, que é sua influência nos hábitos e costumes de quem a assiste. Podemos até nos confundir em alguns momentos em distinguir se a sociedade contemporânea foi criada pelo cinema ou se o cinema quem criou a sociedade contemporânea, se a História gera cinema ou o cinema gera história? Podemos perceber que o alcance da produção cinematográfica no último século pôde chegar eficientemente nos lugares mais inimagináveis para mostrar para seu público que existe um mundo contemporâneo, pronto para ser explorado e reproduzido. Acontece, no entanto, que o cinema é uma técnica de reprodução, e assim como as demais, reproduz um original. Seria então exaurido do cinema o seu valor de arte, ou ainda que seja mera ficção, o mesmo alimentou um sentimento que lhe conferiu uma licença poética?
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Para fechar com chave de ouro
| Esse é o slogan do evento do último ano que veio no certificado desse ano |
O certificado está com a data e nome do evento do ano passado. Imagine o nipe do evento.
Dê uma olhada... Não corresponde ao evento que fomos há duas semanas, na Universidade Federal do Piauí, Teresina, Piauí.
Queria enviar uma cópia de nossa correspondência para a Rousseff.
Junto com a carta "não nos mate antes dos 21, Rousseff", identificando os principais fatores da escalada para "Teresina 50ºC", num coletivo entre 50 e 80 Km/h, por cinco horas.
Chegando lá, fomos para o Centro Esportivo da UFPI, qual, segundo o motorista da UFPI, estaria disponível a nossa espera. O motorista, pois não havia um monitor conosco para essas orientações administrativas.
| Centro de Treinamento, onde nos alejaram |
Após, uma
generalizada desorientação dos anfitriões, à nossa espera no alojamento para
nos comunicar sobre quarto, alimentação e instalações para banho, fomos as
pressas para a UFPI, pois o motorista tinha que voltar para a UFPI de Picos com
ônibus que deveria ter ficado para nos levar do alojamento (Centro Esportivo)
para a UFPI (Biblioteca Central, Refeitório Universitário, Rosas dos Ventos: Espaço
de apresentação de trabalhos), que fica a uns 3 km.
| Ônibus coletivo, oferecido pela UFPI, para a viagem de 310 km em Rodovia Federal |
A
qualidade do Refeitório Universitário da UFPI perde para qual quer cadeia
estadual das mais sofridas nos interiores e capitais do Brasil. A Gráfica
Aliança, contratada pela UFPI, que segundo um de seus funcionários, anonimamente,
“foi beneficiada pela gráfica, pois os arquivos em POWER POINT, dos painéis,
deveriam ter sido recolhidos e enviados pela Universidade, “mas a gráfica
tentou ajudar a UFPI”, que fica em Timon – MA, e tendo os estudantes da UFPI
que ir até a gráfica, localizá-la e voltar são e salvo para apresentar o trabalho
para os senhores avaliadores.
| Local de apresentação dos trabalhos |
Para
encerrar com chave de ouro, quando chego no alojamento após o almoço, sou
orientado pelo segurança, que não poderia ficar no mesmo quarto que as
mulheres, afinal, não era um procedimento correto. No entanto, foi o diretor do
Centro Esportivo que nos providenciou uma sala para esticarmos nossos lençóis
no chão, ou colchonetes infláveis, quem os tiver, e ficarmos juntos, homens, mulheres,
“doze cabeças no total”, sem nenhum constrangimento. E voltar para Picos de coletivo,
às 15:00 hrs, saindo de Teresina, 40ºC fora do ônibus, 50ºC dentro, foi a parte
mais importante do passei, é quando o nível de descaso chega às últimas [nos
enganamos], as cadeiras quentes e duras, me fazem sentir cólicas abdominais até
hoje, duas semanas depois do passeio.
| A caminho do alojamento após o almoço |
Parabéns
Universidade Federal do Piauí, pelo bom trabalho, e parabéns pelas derrotas no
campus de Picos, com seus grupos comprados, tentando a direção do campus e o Diretório
Central dos Estudantes, sinto nada, quase
nada, e vocês perderam e vão perder muito mais!
