sábado, 2 de agosto de 2014

transviaditismorgarsmicolibrelinguagenisticoristauquicinto


fias, vamo dá um “t” pros

transviaditismorgarsmicolibrelinguagenisticoristauquicinto

livre pra todos os púbios


tu irmão

tens uma ideia originalma

compartilhebrother


sidiscordam dituas ideiasloucas

porelasserenloucas


ciaconchegue irmão


istamujuncos


siquerem tiquebrar portuachar

quiu Flávio ehaputa dusistema

iuh Cavalcante

seucafetão


podiscrer


chegueaih


nacasadavelhinha


hasquatro&vinte



enreference:




“Minha gente chegou a era do desbunde total. Nós tamos afim. Você aí que tem cabeça pra escrever alguma coisa, escreva e mande pra gente, que depois de um balancinho saí. Se você é um cara que todo mundo discorda de suas idéias, e já quizeram lhe bater porque você acha que o Flávio Cavalcante é uma josta, aparece “mode” a gente conversar. Na Grama depois das cinco.”
O Estado, 1972.

sábado, 26 de julho de 2014

azora vareia


Na história nada se perde, tudo se transforma. Quem disse isso?! Pouco importa. E a recíproca é verdadeira. É fundamental pensarmos que mesmo quando tentamos apagar resquícios de histórias indesejadas, estamos fazendo um grande borrão, que coloca toda atenção e tensão, dos historiadores especialmente para as suavidades desse imenso borrão que torna-se evidencia, numa cadeia irrestrita onde não há barreiras intransitáveis, afinal, toda linha tem duas pontas, e uma leva a outra. Observando as constelações celestes, estamos vendo o que passou e o que virá, numa escala rítmica, não há como fugir das leis de movimento do universo, e as mesmas não fogem de nós. É possível prever as ordens e posições dos astros, e é possível perceber o quanto não estamos cientes de uma queda livre no espaço, que já perdura alguns bilhões de anos, e ainda assim, inconscientes e tranquilos, caímos entre as luzes das estrelas, constelações, glóbulos e todos os tipos de astros. O tempo presente nos chama para suas considerações, fazendo-nos perceber o quanto podemos ser o que aspiramos, e isto sem saudosismos nem nenhuma ligação necessária com os resquícios da condição passada, o vínculo é indissociável, mas é possível isolar as conotações desnecessárias e pensarmos em organismos novos para a composição de nossa linguagem, comunicação, cultura, identidade, mobilidade.

ps: e de um relógio pro outro, azora vareia;

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A marimecânica da sala de aula


É simples. Ignore. Funciona como uma receita para suportar uma aula de cem minutos. Primeiro ignore as ideias de que cem minutos ininterruptos de monólogo, com uma ou outra intervenção, não ajudam na absorvição de experiencias confortáveis para o aprendizado laboratorial. Para a construção de um laço de confiança na sala, entre em um grupo, de preferencia o que tenha mais suas características, e se não tiver grupo para identificar, perambule, embriague-se de estudar enquanto tem sorte, e arranje um namoro [segunda fase]. Mantenha a descrição, saia em momentos oportunos, chegue sempre vinte ou trinta minutos após o início da aula. Tome ao menos três xícaras de café. Participe esporadicamente das aulas. Leia esporadicamente o que mais lhe interesse entre os textos apresentados. Estude em grupos antes e depois de ler os textos. Avalie suas experiencias. Faça diários, nem que sejam semanais. Leia seus diários antigos. Exercite o diálogo. Pense em sexo. Fala sexo. Durma. Não necessariamente na mesma ordem. Assista mais aula, e amanheça estudando. Leia enquanto pode, revistas no banheiro, tirinhas são as melhores. Woody que o diga. Ouça músicas. Assista filmes, dos documentários aos de ficção científica, talvez eles lhe diga muito sobre o passado, presente e futuro, inclusive que essas sensações são defesas dos nossos sentidos para nos manter conscientes. A inconsciência existe, em seu estado mais sólido, e a consciência a domina como pode, nem sempre é possível, mas nos controlamos através das sensações que os sentidos nos proporciona, como um brilho aos olhos do gato, a inconsciência nos leva as sensações mais instintiva e desvairada possíveis, como quando as crianças nos defendemos do despertar, como quem quisesse voltar ao sono, e isso varia desde experiencias sonambulas, até mesmo falas involuntárias e desconexas. Nada pior do que ser obrigado a estar onde não escolhemos. Não precisamos de aulas obrigatórias, pelo contrário, precisamos de liberdade para escolher, minimamente, mesmo enquanto há quem defenda o governo eterno do estado moderno. Pinte. Veja. Compare. Compareça. Esqueça. Solte pássaros, se acha que não os tem presos, solte-os ainda assim, e eles voarão.

ps: mareareai


lista_atual_de_visitas


domingo, 20 de julho de 2014

nós.


cadavessomos
maisimportunados
dessistória
deviverfalando
corretamentoando
nossasconversas
compoucas
ounenhumadendo:

“iaí!”?

“ondereclandeclamaremos
despidosquessomos
dessascarotices
dequessomos
porlivreexpontâneapressão
alienabestializados”?



impotencilaceradossomos
diassim/diasnão
entretribostransitamos
orassim/orasnão

estrategiocupação
matansegregando
encurralandomuros
entodadireção
palestinapedepaz

sábado, 12 de julho de 2014

Ser

Tudo
parece calmo.


Por
dentro
o assombro resiste
e insiste em viver.

Respiro,
e duvido
que tenha algo mais.

Certeza não põe mesa,
ou seriados previsíveis.

Sua campanha tem limite,
não tem partido certo.

Tuas pernas
não te abandona.

Viaja,
olha o céu,
que bonito.


Nuvens
desenhando
esconderijos.

Suspira e morde.

Tens filhos,
deve saber
como é tê-los.

E se responsabilizar por eles.

Lidar com eles.

Lidar.

Li.


Seus textos
não reflete
seu
Ser.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

# As Fia

Sem nome
Sem lar, solitário
São os otários
Que vejo por aí
Sem sapatos
Sem cheques
Sem relógio
Meio amargo,
Ou por completo.
Ricas são As Fia!
Viados e transviados,
Importados dos anarquistas mais internos do sertão,
E das doçuras com gosto de fel.
Sinto e descrevo um amor dado.
Sem acaso,
Indispensável,
Sorridente.
Sensível.
Rude.
Sem problemas com dores ou com partos,
E sem remédios sintéticos.
Exceto o ópio em flor,
Negada cheira, lambe, se lambuza e quer mais.
Doce é meu cú... (creia?!)
Com o perdão da licença,
Sem dor nem parto,
Seios loucos por toques circulares
Coxas e nádegas massageadas
A toques duros e intensos
São nossas modalidades
Amar é outra delas...
As Fia desce as ladeiras
Enfileiram-se nas ruas do mundo
E vão pro mundo
E voltam
E dizem só ouvir samba (ou reggae,
Músicas próprias e alternativas,
Na verdade são muito ecléticos
E fazem o maior barulho
Com um pandeiro,
Um violão,
Um berimbau, ou duas tampinhas)
Sementes alucinógenas são nossos rituais (mais equilibrados)
No mais,
Doces e cogumelos para acompanhar o chá,
Ou duas nozes noscada...
Sinto desapontá-los,
Amamos-nos.
Somos família
Fias, As Fia
Sontos quentes e sorridentes (não se engane)
Não disputamos pagode nem rock, e
Caminhando juntos ou não
Estamos sempre juntos
Temos cachorro de BR
Amigos de BR
Somos de BR
Ou de lugar menos indefinido,
Um pico mais alto do mundo.
Caminhamos juntos,
[de vez em quando a luz chega]
Somos mais amar.
Quatro e vinte, acerte seu relógio
Se oriente menina,
Isso talvez não seja poesis
Mas não guardamos mágoas
De quem prega isso por ai.
Nem sol, nem chuva,
Só as Fias dispersas ou despidas,
Tudo se resolve com amor.
Pelos caminhos distintos trilhados,
Embora sempre levando as intercessões,
Continuamos partindo e inibindo
Os mitos sociais.

PS: Tudo posso naquela
Que nasce no balde
Bem adubado, orgânica
E cultivada com carinho,
E que retribuirá todo

Nosso amor com flores.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Posso?!



Coragem e saudade não se misturam,
são vontades do corpo.
Não podia ser mais passageiro esse teu encontro com
o teu mastro.
O teu barco,
ancorado na ilusão da baixa
e eterna névoa.
Na noite ele embarca,
ou mesmo durante o dia,
e tudo,
como fica?
Ilusão?!
Não se descreve paixão,
saudades,
contato,
ou o que em noites de lua sorridente.
Em meu desencontro, amando quem posso,
entre um carinho e outro,
se posso, não sou eu quem decide.
O comando dado,
numa linha eterna no horizonte,
é além mar, além céu,
nesse encontro desencantado em busca de amor,
e passagens.
A maior inspiração do mundo, nesse instante,
só podia ser você,
meu bem.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Copa que não houve

24 de junho, 2014.
Hoje deveria ser feriado nacional. Está aí uma festa que temos que considerar na história do Brasil. A partir da aura brasileira, nesses vai-e-vem dos jogos do Brasil em meio a feriados nacionais, a vibração se concentra e o foco da atenção se volta para uma festa tão proeminente e atrativa à nação brasileira, que seríamos injustos se não pontuássemos.
O tráfego da rede nos momentos importantes do jogo, que consideramos desde seus primeiros minutos até uns vinte minutos após o mesmo, e além do momento que está sendo proporcionado como uma pausa dos brasileiros para uma partida de futebol e algumas cervejas, é que nos dá maior prazer e menos culpa em não perder essa boa internet e a tarde vazia com direito a por do sol e café da tarde, claro, sem muitos amigos.
Talvez o importante nessa conjuntura, é que conseguimos aproveitar a concentração dos indivíduos no momento do jogo, e usá-la conscientemente, até porque, não só o Brasil como todo o mundo participa dessa grande festa com astros e indivíduos, que mesmo distantes irão assistir a alguns ou todos os jogos.
A representação mais fiel que eu tenho dessas energias unidas, é principalmente a força com que as estrelas aparecem no início da noite, e as fortes ondas de silencio que invadem nossos bairros, e isso acompanhado de uma paz que alimenta o espírito e fortalece para a luta.

Não tenho partido, e minha critica é até maior para os partidos que prometeram reformas de base, e quando assumiram o poder, caiu na mesma casa de baralho, e agora escutamos lembranças de como os militares também prometeram estas mesmas reformas, é talvez anacrônico, mas possível de apreender os sentidos da história nos momentos de opressão e nos momentos de glória, em ambos, temos o Brasil festejando a Copa que não houve.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

As aulas da ignorância

Essa é a grande falha das escolas, faculdades, universidades e cursos do Brasil. Os professores e gestores são seus principais mentores, eles quem legitimam esse estado de calamidade das salas de aula do Brasil, afinal, compõem seus conselhos e entidades burocráticas.
Para quem não sabe, no Brasil, as aulas nas escolas e universidades são obrigatórias, garantido nas normas de cursos e na LDB. Mas o que nem todos sabem, é que essas aulas são cargas horárias extensas, simplesmente para mostrar números e títulos aos correspondentes oficiais.
Na grande maioria das escolas e universidades brasileiras, as aulas são medíocres, assim como os docentes, que além de terem uma carga horária extensa, de trinta a sessenta horas nas melhores das condições, e que, portanto, não tem condições, físicas nem mentais para construírem uma aula para seus supostos discentes, pelo contrário, reproduzem os seus cadernos de ideias e sugestões ideológicas e conciliatórias com o processo de ensino aprendizagem.
Acontece, que além de cobrarem a obrigatoriedade de algo que nem eles mesmos conseguem cumprir, os professores jogam a responsabilidade das aulas obrigatórias nas costas dos estudantes, quando esses nem são avaliados por isso, logo, mesmo que um estudante participe de aulas obrigatórias, essa participação não será contabilizada na avaliação, já que o mestre para isso terá que cobrar um número X de avaliações, também obrigatórias, e delas e somente delas irão abstrair uma avaliação dos discentes observados.
Mas o que é de verdade o ponto culminante das aulas medíocres dos professores medíocres, e chamo de medíocres todos os professores que percebem o quão são incipientes suas aulas, mas ainda assim concordam em permanecer legitimando esse sistema de aulas obrigatórias e avaliações autoritárias e injustas aos seus discentes, é o fato dessas mesmas aulas tornarem a cada dia os estudantes mais ignorantes.
Sim. Nós perdemos em média, vinte horas em aulas obrigatórias por semana, o que daria mais de trezentas aulas obrigatórias por semestre, além de uma média de quinze avaliações obrigatórias, e umas cinquenta bibliografias para leituras, durante esse mesmo período. Sem essas trezentas aulas obrigatórias, seria mais fácil para conduzirmos nossas leituras e produzirmos o que os crápulas dos professores, chamam de avaliação, mas que na verdade é uma grande máquina de castigar aqueles que não conciliam com as práticas dos professores carniceiros, que nem ao menos leem nossas avaliações.
O que chamo atenção, é que em média os estudantes de graduação tenham uma carga de mais de três mil horas de aulas por curso, e levando em consideração o objetivo destas aulas, estes estudantes de fato só conseguem estudar fora das classes, ou com elas vazias, mas nos últimos dez anos com as expansões da educação superior no Brasil, isto é, colocando cada vez mais estudantes nas salas de aula e isto tudo para conseguir financiamentos internacionais para a educação, quando o objetivo nem são os estudantes ou profissionais da educação, mas simplesmente o abastecimento das malhas corruptíveis do sistema educacional do Brasil. E fica cada vez mais difícil conseguir estudar numa universidade no Brasil, e olha que mesmo com a expansão não conseguiram aumentar os nossos acervos nem nossas salas de aulas na mesma proporção. E ainda ouvimos por aí que nossas universidades não são públicas. Ou me desculpe senhores gestores, mais todos vocês estão no crivo público, e não são inquestionáveis, são servidores públicos, e devem responder como tal.
As aulas obrigatórias geram um sentimento de estranheza entre os presentes, que só estão de corpo presente, e para cumprir a lógica da presença, o que alguns professores flexíveis, não cobram, mas no geral os estatutos e normas de curso exigem, como uma ordem de cima para baixo. Mas esses mesmos estudantes de corpo presente, por não terem um compromisso com a construção da aula, não se identificam com as falas dos professores, e não dão a mínima para esses medíocres, e assim permanecem em seus assentos, quietos, nas melhores das situações, outrora saem e entram, e clicam em seus celulares, atendem e enviam torpedo, além das conversas paralelas e as mais diversas situações que possamos imaginar em um circo ou parque de diversões, mas o que menos parece esses encontros são aulas para auxiliarem os nossos estudos.
O que não é compreensível é a tentativa oportunista dos professores de manter essa grande farsa, que pelo contrário, só desanima e diminui nossos estímulos para estudar, nos omite a autonomia para decidir por momentos de estudo, e acima de tudo, bestializa as classes, criando um método que se reproduz nas salas e tornam os estudantes do ensino médio à pós-graduação, cada vez menos ciente de suas potencialidades e possibilidades para explorar os campos dos saberes.
Todo o sistema está corrompido, os professores faltam, os alunos faltam, os gestores não se incomodam, e todos corroboram, inclusive os estudantes, para a legitimação e reprodução desse status dos professores medíocres e dos discentes pedintes, miseráveis de autonomia e discernimento crítico. Não sabemos de fato por que motivo os professores ainda continuam reproduzindo esse processo torturante, mas o que podemos perceber é que os que são alimentados diretamente por esse sistema de marginalização da classe discente, são os docentes e gestores, majoritários nos conselhos nacionais de educação, universitários, escolares, e que ditam a bola da vez, e assim continuam reclamando de suas aposentadorias.
Robson Ferraz
Estudante do curso de Licenciatura em História da UFPI/Picos

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sobre o ESTADO,
ILEGAL,
O ESTADO não existe de fato,
Ele não é concreto como se imaginam,
É uma espécie de nuvem negra, e silenciosa,
Abaixo dele estão os manipuladores que criaram a ideia
ESTADO, fictícia, mas porem existe em natureza,
Sistema caluniador de voz roca e arbitraria,
Proliferar uma LIBERDADE mentirosa,
Abaixo dos manipuladores ordinários estão suas leis,
Criadas a seu bel-prazer,
Impondo a ordem, e é quem de fato mantém o ESTADO VIVO,
Noutra escala, a maquina opressora que mantem o estado seguro,
Dos lobos sedento de liberdade,
De justiça e de igualdade.
Obediência, obediência, a palavra chave que o ESTADO usa
Para manter em silencio o GRITO, a VOZ que sai de dentro,
Estupido que vangloriam essa DEMONIOCRACIA,
Estupido são os que carregam, porque são porcos mentirosos.
O ESTADO é o carrasco pronto para decepar os teus sonhos de ser livres ,
O homem nasce livre e jamais pode se deixar que lhe acorrente os pés.

André Ferraz

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Mimese

Na última sexta-feira, na UFPI, Campus Senador Helvídio Nunes de Barros, aconteceu o estopim para um grande desastre. Ora, percebemos que vem se intensificando a cada mês, medidas arbitrárias, que ferem a nossa autonomia, e digo isso, pelas situações que o Conselho de Campus, vem nos proporcionando.

Primeiro, fora eleita uma diretora que acreditávamos ter o mínimo de senso democrático, o que tem se mostrado cada vez menos verdade. Depois, eleitos os conselheiros, e ainda que não confiássemos em todos, acreditávamos que, ao menos esse conselho nos representaria em sua estância máxima, para garantir o direito a permanência, produção de projetos de pesquisa e extensão, e medidas que democratizassem ainda mais esse campus, que sei que muitos não sabem, mas é comunitário, e essa comunidade externa tem por direito o acesso livre e irrestrito a esse campus.
Mas o que observamos não é bem isso. Primeiro, observamos a diretora juntamente com seus conselheiros, baixarem uma portaria, que restringe o acesso de toda a comunidade, isto é, durante a semana após as 22:30, e nos sábados parcialmente, e nos domingos o campus permanece fechado.

O mais interessante, é que esse mesmo conselho, na última semana, tirou da cartola, uma nova portaria, e essa agora, restringe nosso acesso ao acervo da Biblioteca Comunitária, isso mesmo, como se já não fosse uma vergonha para o campus a biblioteca não abrir aos fins de semana, agora tem uma placa na porta do acervo interno que só permite a entrada na biblioteca de Bolsistas (sabe-se lá o que quer dizer), Funcionários e Professores com autorização. Bem, e isso sem nenhuma discussão ou debate. Afinal, esse campus é ou não comunitário, e se for, como poderão os membros dessa comunidade ter acesso a qual quer documento da biblioteca, se esses membros ao menos são reconhecidos no nosso campus, que restringe o conceito de comunidade ao de comunidade acadêmica.

Bem, o que observamos nesse campus é o autoritarismo insurgente, que ignora as funções político-sociais da universidade e assume uma postura que mesmo com a democratização do país há quase trinta anos, sabemos que tais posturas são genuinamente ditatoriais.

Para uma breve reflexão, observemos. No CSHNB há mais de três mil estudantes, isso, sem presunção a exatidões, e digamos que 1/10 desses discentes trabalhem durante o dia e, portanto, só tenham disponibilidade para estudar durante a noite (horário de aulas), ou na madrugada e nos fins de semana, horário que a UFPI fecha, e isso é local, só vale para o nosso campus. Bem, esses jovens que não tem acesso à internet, ou a bibliotecas públicas, são diretamente excluídos do projeto de permanência da UFPI, que prevê não só a garantia à entrada na universidade, o que é muito fácil, mas a total permanência.

Para os que são descrentes e pensam que nada pode resolver o problema do nosso campus, eu diria que enquanto permanecermos aceitando as decisões do conselho sem nenhum embate ou discussão, ele permanecerá podando ainda mais os estudantes.

E onde estão nossos representantes estudantis? Penso que para esses não há restrições, as portão estão todas abertas, e por isso mesmo que esses mesmos representantes estão agora calados, trancados em suas salas de CAs e DCE, sem nenhuma restrição, afinal, para esses que nos representam, as autorizações para entrada são menos burocráticas, faz parte do jogo do favoritismo, muito comum no nosso campus, desde que nosso reitor e diretora foram eleitos, ou vocês leitores podem não saber, mas os professores que mais apoiaram nossos eleitos, ou já se mandaram para outro campus, ou estão aguardando ansiosos para partirem assim que tiverem a primeira oportunidade.

Bem, esperamos que o campus abra, e que não seja necessária a ocupação, afinal a universidade é pública ou privada, e o que somos afinal, cientistas ou comerciantes, só para entendermos as restrições de horários. E sobre a biblioteca, por que impedir o acesso ao acervo? E por que não o contrário, e essa mesma biblioteca ser aberta nos mesmos horários que a Biblioteca Central de Teresina. Afinal, o favoritismo também inclui a escala dos funcionários de Picos à Teresina, ou simplesmente os que trabalham no nosso campus?

Eis as perguntas sem respostas, que permanecerão até o dia do juízo.